Viajas por caminhos tão diferentes, tão divergentes.
Já não sabes o que sou,
com quem estou,
nem o que mudou.
Precisavas de me conhecer de novo, de iniciar tudo. Ficou tudo tão estranho, como se tivesses esquecido. Apenas sabes aquilo que liga as nossas almas. Mas o concreto deixou de existir. Queria aceitar, mas hoje não consigo.
Muitas vezes ainda espero uma palavra, uma mensagem, um olhar. Olho para o vazio, e passados alguns minutos, vejo que não passa disso. Mas espero, espero, espero...espero como já esperei, espero como hei-de esperar. Estou confortável no regaço do abstracto, mas não quer dizer que não deseje mais.
Dança comigo... Há cantos que não perdem o encanto. E ainda há cantos do meu coração que estão encantados da beleza deste sentimento.
Não quero que prometas. Quero que cumpras! Quando um não quer, em dois não acontece.
Não falo de tempo, mas sim de querer.
Não falo do «já» mas sim do acontecer.

Gostava de ser eu, e no meu final fechar os olhos, e saber que acabou bem. Saber que acabou como desejei. Um momento antes faz a diferença. E nesse momento, que as bolas de sabão me levem pelos ares até deixar de saber onde estou. Que a minha
cabeça só consiga pensar nesse final. Que o meu
coração só sinta essa felicidade e esse amor. Que os meus
olhos se encandeiem com a claridade e só vejam uma imagem. Depois, que se fechem, mas que os meus
lábios mantenham aquela rotação que só quem me conhece sabe qual é. E aí que feche o pano, com um até sempre...
:'(