Fazer acontecer, aqui e agora!
sábado, 27 de abril de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
As dores da despedida
Por vezes preferia não saber, não perceber, não entender. Chorei até não poder mais, no ombro da minha mãe. Sei bem aquilo que se vai passar, e não queria estar na situação daquela filha. Tive medo de perder a minha mãe, tive medo de lhe deixar a mão naquele momento.
Custa imenso ver a pessoa que fez os bordadinhos do meu quarto e alguns dos que estão espalhados pela minha casa, a perder, a pouco e pouco, a vida que tanto tinha. Custa imenso ver aquela prima que nos enchia de felicidade, com os olhos encharcados de lágrimas. Custa saber aquilo que se vai passar.
Olhei nos olhos dela e simplesmente começamos a chorar. Seguidas de um carinhoso sorriso, as dores consumiam-na, e eu vi nela um dos meus doentes, dos mais debilitados que já tive. Infelizmente sei bem que tudo isto pode não acabar bem, e acho que ela também sabe, mas agora, só quero pensar num milagre... Saí do hospital com palavras de esperança, mas também com muito receio no coração e muitas lágrimas nos olhos.
Voltei a dar a mão à minha mãe, e voltei a sentir medo de a perder. Estava completamente arrepiada. Ninguém mais sabia o que dizer. A minha Suzana ficou aflita, mas acho que não chegou a perceber bem o que se estava a passar. E sim, foi uma despedida imensamente dolorosa.
Preciso que as coisas boas da minha vida voltem, preciso que voltem o mais rápido possível.
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